Iam

27 août 2007

Où j'étais

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07 août 2006

Vacina ou Incômodo

Rio de Janeiro, 16 de Abril de 2004

Começa amanhã a campanha de vacinação contra a gripe em idosos com mais de 60 anos (o que caracteriza um idoso...), incentivada pelo governo. Até que ponto pode se considerar saudável a injeção de um vírus da doença em um organismo já enfraquecido?
As pequenas doses podem desencadear uma manifestação da doença, como em um caso que se segue:

~~~Uma senhora portuguesa, dona de uma loja de ferragens em Botafogo, está gripada há 2 anos, após ter tomado a tal vacina. Com sua voz nasal e um lenço sobre a boca, ela extravasa:
- Não agüento mais esse resfriado eterno, não durmo e prefiro morrer. Faço questão de falar pra todo mundo que essa vacina acabou com minha vida. Avisem a todos para não tomarem, suas mães e avós.~~~

De fato, ela não foi a única que sofreu com isso. E é bem compreensível, já que todas as vacinas e remédios acomodam os anticorpos, que se fragilizam. Vencer uma doença não significa que se tenha bons anticorpos; estes têm que evitar que ela se manifeste. Um corpo harmônico como um todo reflete seu equilíbrio em todas suas áreas. Boa alimentação, bem-estar e felicidade se completam para serem muito mais eficientes do que remédios que controlam abruptamente o comando de produção do corpo e acabam com sua rotina natural.
Nesse aspecto, a homeopatia é menos danosa pois assume o poder do corpo lentamente, ensinando-o a reagir, mas perdendo sua capacidade autofuncional. Nem sempre é fácil alcançar os requisitos para manter um equilíbrio. Depende muito do interior pessoal, e esse é o problema. O sistemático sistema de remédios ajuda as pessoas, fazendo o papel de repôr tudo no lugar sem que elas tenham que fazer isso sozinhas, nem seus anticorpos.

A outra teoria é que o governo está "vacinando" os velhinhos para resolver o problema do INSS, reduzindo o número de beneficiados.

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Brasil

Obviamente, não podemos considerar um "verdadeiro Brasil", uma brasilidade pura. O que seria isso? Os indígenas, primeiros habitantes do território? Há pessoas que discordam dessa teoria, já que nessa época "ainda não havia o Brasil". A cultura portuguesa? Essa colonizou a região, e sofreu uma mutação em contato com outras que se seguiram: africanos, holandeses, franceses; posteriormente italianos, japoneses até os atuais chineses e sul-americanos.

Os primeiros imigrantes, senhores de engenho portugueses, já formaram uma cultura diferente da que tinham em Portugal. Afinal, encontraram uma região diferente e se adaptaram a ela. Ainda que os primeiros fossem mais tradicionalistas, seus filhos e netos não poderiam escapar da nova cultura que ali se estabelecia. Ainda mais entrando em contato com os escravos africanos, que mesmo entre eles já estavam misturados – propositadamente – entre tribos totalmente diferentes, sem falar a mesma língua ou crer nos mesmos deuses.

Para nos mantermos nestes três grupos mencionados, já no século XIX, visitantes estrangeiros como os pintores Manet e Debret registraram uma cultura geral dos brasileiros bem próxima da atual, mencionando pequenos ladrões (os pivetes), falta de praticidade e dinamismo no trabalho, mentiras e enganações; pelo lado ruim. Ao mesmo tempo, já nessa época, a música e folclore brasileiro cresciam e alcançavam todos os setores da sociedade. A mesma história do saci era contada aos miúdos escravos e a seus patrõezinhos.

Com a chegada da família real e toda sua Corte, chegou também todo o requinte europeu, de influência francesa. A nova aristocracia brasileira tentava espelhar-se numa cultura mais européia, até para se diferenciar do restante. Mas acabaria por mesclar-se, adicionando apenas mais um ingrediente para o atual "bolo brasileiro".

Em 1922, os modernistas tentaram instaurar algo totalmente brasileiro. Impossível, pois a noção de brasileiro já é misturada. Os mais radicais invocavam os indígenas, como se eles fossem de uma mesma cultura. Pergunte a um guarani se ele se acha culturalmente igual a um kaiapó em 1500?

Durante os anos de ditadura, com muitos comunistas defendendo igualdade a todos, grupos na UFRJ defendiam uma arquitetura puramente nacional, sem influências externas. O que seria isso? Ocas, como os índios? Ou uma arquitetura colonial, dos portugueses? São as influências que formam o novo.

Hoje em dia, reconhece-se um brasileiro facilmente. Pelo sotaque, gestos, andar e estilo. É um povo que tem muitas diferenças entre si. Muitos de nós temos uma educação mais europeizada, outros tantos a recebem em favelas, esta talvez mais autêntica, pois não é exatamente ensinada, mas sim mais absorvida pela gente que está ao redor. E os conflitos entre esses grupos existem, aprendendo um com o outro.

Quando um carro não pára para dar passagem na faixa de pedestre, o motorista não está sendo um crápula. Simplesmente desconhece esse tipo de educação, ou civilização. Assim como ele, quando pedestre, não espera uma atitude de gentileza tal. A maioria das pessoas se assusta ao se dar passagem, enquanto que outras a exigem. Esse é um exemplo bem simples de se resolver, pois não há muita discussão sobre qual é o correto. Assim, pode ser resolvido com uma boa educação, mudando-se a cultura, evoluindo. Mas outras situações são extremamente relativas.

Quantos não são os europeus que chegam aqui e se encantam com essa liberdade de poderem se vestir à vontade e chegarem atrasados sem se sentirem mal por isso. Em contrapartida, perdem o direito de andarem com dinheiro abanando ou deixarem bolsas desavisadas.

Por sermos tão diferentes, e tão iguais ao mesmo tempo, é que temos essa divergência e nos entendemos muito bem, sem beirar a monotonia.

Comparo o caso brasileiro ao israelense, que também é uma mistura de culturas, sendo que lá ainda está em fase de laboratório, por ter apenas 50 anos. Os imigrantes vindos da Europa sentem-se incomodados com a "barbárie" dos colegas chegados da África e Ásia. Por seu lado, esses acham ridículo o fato de os ortodoxos andarem com roupas de inverno (aqueles casacões dos rabinos, chamados pelas crianças de pingüins) em pleno deserto de 40° C. A aproximação, por hora, é a religião, que ainda predomina o judaísmo. E muitos judeus tremem ao perceberem que mais e mais novos habitantes não compartilham sua religião. Apenas vêm ao país para buscar fortuna, já que Israel tornou-se um lugar desenvolvido na região. Por isso, tentam bloquear a entrada de não-judeus, mas é inevitável.

O próprio fato de serem quase todos judeus incomoda bastante, pois cobra-se tudo. Já me pararam na rua para perguntar a razão de estar vestindo uma camiseta, acho que rasgada.

Sou totalmente a favor de misturar-se cada vez mais. Não acredito na "ameaça" de que a cultura acabe por tornar-se uma só, pois cada região acabará dando um quê de suas características. Por quê não considerar as atuais e tão temidas inserções inglesas e estadunidenses como parte de nossa cultura? Lógico que não deve ser algo nem imposto nem exagerado, mas a influência existe e gera dela uma distorção à brasileira, como se vê no rock nacional, palavras, modas... Sempre que chegam influências ao Brasil, elas são transformadas e levam um toque brasileiro.

E é este toque que é a cultura brasileira, sutil e mesclada.

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Israel

É com profundo pesar e tristeza que me vejo obrigado a escrever o que sinto. Já via que as coisas se encaminhariam para um desfecho assim, mas sempre mantive a esperança de que meus compatriotas tomariam jeito e se tocassem. Ao som de um ótimo rock israelense, venho expor aqui a minha demissão do título de cidadão do Estado de Israel. Embora a legislação do país não permita que eu deserde, quem manda aqui nos meus assuntos sou eu.

Os motivos:

Um território: só tem areia e mar. Deserto. Chama-se Dubai. Os mais modernos hotéis e centros empresariais estão ou estarão lá. Praias antes insossas ganharam sal e se tornaram paradisíacas. Assim como eles, outras famílias de príncipes fizeram uma revolução em suas terras. Atraindo o investimento e o tolo negociante ocidental, oferecendo-o tudo do bom e do melhor. Ganham rios de dinheiro, acabou com a miséria de seu país, atraiu imigrantes que formam já um povo heterogêneo.

Outro território. Tem deserto (de pedra) e mar. Mas também tem terras férteis, praias naturalmente maravilhosas, ruínas históricas, atrações únicas como o Mar Morto e a maior depressão do planeta e, de quebra, ponto de peregrinação de 3 das grandes religiões mundiais. Assim como Dubai sempre foi inabitado pela falta de atrativos, a região de Israel-Palestina sempre foi disputadíssima e ponto de encontro multicultural e cosmopolita desde milênios. E o que fazem esses governantes? Retrocesso, transformar um lugar aprazível num caldeirão do inferno. Lugar mais sagrado do mundo talvez, é o centro magnético de todas as energias negativas desferidas pelo povo que o rodeia. Mas, se o povo é um rebanho, os líderes locais trataram de transformá-los em matilha – "pega! Ao ataque!"

Desde sempre, desde as Cruzadas. Desde que cristãos e muçulmanos não se batem. O grande clássico de rivalidades não é Cristão x Judeu (apesar de muitas desavenças, como a Inquisição e o Nazismo, são aliados, um é a reforma do outro). Tampouco é Judeu x Islam (que sempre coexistiram juntos, até a chegada dos ingleses). O derby religioso é Cristão x Islam. A religião de Mohammed cresceu de forma muito mais rápida do que a de Jesus. E logo conquistou a simpatia de muitos, inclusive dos que moravam no lugar sagrado Jerusalém. O contra-ataque veio com as Cruzadas e continua até agora.

A região em que nasci é uma invasão cristã em território islâmico, feita de forma hostil. Tanto que ela começou sem muitos problemas, quando primeiro vieram os judeus cultivar a terra, também santa. A última grande briga dos colegas judeus e cristãos foi na 2ª guerra, e gerou uma aliança poderosa posteriormente. Tanto que trataram de cravar o estado de Israel exatamente lá, o alvo das Cruzadas. De forma autoritária, e não através da palavra e da religião. E os judeus ficaram como os guardiães do local sagrado cristão. Ninguém abriu mão de nada para negociar. Todos estão na ofensiva e não existe nenhum intermediário para acalmar os ânimos. Os ocidentais (cultura cristã), se fazem de mediadores mas o que querem é a tensão. Os semitas se matam uns aos outros influenciados pelo ódio ensinado desde a infância.

Não vejo forma de tolerância estabelecida nos arredores de Jerusalém. Minha utopia sempre foi uma nação única, do Marrocos ao Iraque. Uma espécie de UE, só que com o nome de União Semítica. Fiz até três desenhos de bandeiras para serem escolhidas em futuro plebiscito. Uma união completa entre yin e yang, com os dois opostos do Médio Oriente, que são tão complementares, os hebreus e árabes (olha os alemães, franceses e ingleses juntos). Incluindo aí os berberes, beduínos e todas as minorias semitas formando uma nação de clima fantástico, com atrativos como o Mediterrâneo, o Mar Vermelho, as Colinas de Golan (que são ótimas pra ski, sabiam?), o místico deserto do Saara e por aí vai... Formar-se-ia um bloco superpotente, econômico, turístico, natural, histórico. Ao invés disso, é polo centralizador de especialistas em bombas, fardas e estratégias para matar, ver o sangue jorrar, explodir, estuprar, humilhar, assustar e temer.

Quando chega-se a uma situação limite como agora, tem que ter um recomeço. O estado judeu criado em 1948 foi escolhido no Oriente Médio, ganhando das outras propostas: Patagônia ou uma região desabitada de Uganda. É um instrumento, uma arma, dos ocidentais na briga com os islâmicos. E ela deve ser desarmada. Que se explodam! Façam cinzas de Jerusalém, vamos expandir o Mar Morto até cobrir de sal grosso (Mar Morto em hebraico é "Iam há Melah", que significa "Mar de Sal") todo o passado - que tá com uma inhaca ou uma macumba das brabas. Os bons cidadãos, de ambos os lados, que saiam da região e vamos torcer para ver um grande espetáculo de guerras e massacres, que acabe em nocaute duplo ainda no primeiro round. É de sangue que esse povo gosta, que tenha! Assim que eles se saciarem nessa orgia e caírem desfalecidos, a gente volta e constrói outra coisa.

Se o objetivo futuro é a paz, que se destrua a história.

Pena o riquíssimo material histórico que existe ali – vai pras picas. Mas afinal, é deles, que façam o que bem entendem com isso.

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24 avril 2006

Test

Test

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